Maria Keil (1914 - 2012) Uma vida de irrequietude e procura constante
Nº 1721 - Outono 2012
Publicado em Cultura por: Jose Santa-Barbara (autor)
Talvez possa parecer desconcertante este pequeno texto, que um dia me foi oferecido pela Maria, no entanto, para quem a conheceu e com ela privou, pode ser...o seu "auto-retrato".
E digo isto, porque Maria Keil, como Mulher e Artista, foi, com simplicidade, lucidez e muito saber, capaz de traçar um longo (felizmente) percurso de Vida.
Falar da sua obra, muitos o têm feito (e bem), por isso limito-me a relembrar a importância da sua actividade, nas várias vertentes, em que empenhou o seu Saber.
Desde o pioneirismo (na década de 30), como designer gráfica e de mobiliário, à pintura, gravura, ilustração de livros, a "redescoberta" do azulejo, que a ela se deve, e que soube recuperar para uma nova "linguagem", foram caminhos, que Maria percorreu com coerência, irrequietude e procura constantes, ao longo da sua vida, quer na sua obra, quer na sua conduta cívica, desde os tempos da ditadura fascista que sempre combateu.
E termino, citando a Maria...
" É muito importante comer o que se gosta."
