Sociedade de Instrução e Beneficiência A Voz do Operário "O objectivo não é o lucro, é a sustentabilidade""

Nº 1726 - Inverno 2013
Publicado em Economia Social por: Ana Goulart (autor)

Com mais de 130 anos de história, A Voz do Operário assume-se como "uma grande" Instituição da Área Metropolitana de Lisboa. Nos últimos três anos, conseguiu ampliar a actividade e, pela primeira vez em muitos, muitos anos, o último exercício terminou com saldo positivo. Manuel Figueiredo, presidente da Direcção, considera que "as medidas tomadas" começam a produzir efeitos, mas, cautelosamente, aponta a situação que se vive no País - "a envolvente é claramente negativa" -, a qual pode interferir na sustentabilidade de A Voz do Operário.

Manuel Figueiredo

Manuel Figueiredo

Perde-se na memória a última vez que A Voz do Operário chegou ao fim de um exercício com um saldo positivo. Aconteceu no de 2013. Como foi possível?

O orçamento rectificativo para 2013 e o orçamento para 2014 prevêem que o saldo da actividade da Voz do Operário seja positivo, embora com um valor residual, ou seja, não será negativo. O que é bastante significativo face a exercícios anteriores. Porém, A Voz do Operário, paulatinamente, tem vindo a melhorar nos últimos exercícios; em 2012, o prejuízo já foi bastante reduzido e, se considerarmos que naquele ano uma parte dos custos são custos não desembolsáveis, são amortizações e são provisões, tal significa que do ponto de vista financeiro, da tesouraria, em 2012 já houve um saldo positivo. Ou seja, a Sociedade teve meios libertos. A situação melhorou em 2013 e prevê-se que continue nesta senda em 2014. Isto foi possível pelas medidas que, em tempo, foram tomadas.

Concretamente.

Por um lado, racionalizar dentro do possível as despesas, mas sem que isso pusesse em causa a actividade de A Voz do Operário e sem que pusesse em causa o nível e a qualidade da prestação dos seus serviços. Fez-se uma análise detalhada área a área, valência a valência, o que permitiu aferir o que se podia manter, o que se podia retirar e o que se podia acrescentar. Dessa análise, e sem pôr em causa que o futuro passaria por um incremento da actividade, houve uma actividade que A Voz não tinha condições para manter, porque dava prejuízo. Tratava-se da manutenção do 3.º ciclo do ensino básico, o que nos levou a suspendê-lo. Suspender e não acabar, porque não sabemos se no futuro não haverá condições para o retomarmos.

Essa suspensão deveu-se aos custos associados?

Por um lado, as turmas estavam pouco preenchidas e, por outro lado, considerando as mensalidades e o apoio às famílias dado pelo Ministério da Educação verificava-se aqui uma das razões dos défices. Porém, também foram tomadas medidas na área da receita. Um dos vectores importantes é o associativismo que sempre contou com um forte apoio do voluntariado, o qual conseguimos reforçar, e através deste voluntariado foi possível incrementar actividade que acaba por reverter nalguns meios de receita, sem que tenhamos despesa.

Diversificaram-se as fontes de receita?

Procuraram-se novas formas de apoio como através do IRS, ou seja, as pessoas através da sua declaração de IRS, sem que nada lhes custe, apoiam A Voz com uma percentagem do imposto que já liquidaram e que ao invés de ficar no Estado reverte para a Instituição. Para dar uma ideia passámos de 31 mil euros para perto de 40 mil e ainda não temos os valores referentes ao IRS de 2012. Em 2010 estabelecemos um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa para a gestão de um equipamento educativo no Restelo, o que trouxe um acréscimo de actividade e também de receita. O ano passado, para além do Restelo acrescentámos mais três equipamentos no Laranjeiro, no Lavradio e na Baixa da Banheira. Estes acréscimos de equipamentos e actividade foram feitos, mais uma vez, racionalizando os recursos. Por exemplo, se é um facto que praticamente duplicámos a actividade, em termos de pessoal administrativo o crescimento foi muito pequeno. Houve um aproveitamento de meios técnicos que possibilita que possamos ter um nível de actividade duplicado sem grande acréscimo de custo. É importante salientar que esta vertente possibilitou que pela primeira vez de há alguns anos a esta parte tenha sido feito um pequeno ajuste salarial aos trabalhadores de A Voz do Operário.

Quantos trabalhadores tem A Voz do Operário?

Neste momento, cerca de 220. Temos mais de mil crianças a frequentar os nossos estabelecimentos de ensino, para além, de outras vertentes de âmbito social. Estando a educação na génese de A Voz é natural que seja esta área aquela a que é dado maior relevo. A par disso importa dizer que enquanto Instituição com outras valências, designadamente, as associativas que são as que, no seu conjunto, possibilitam que também se tenha alcançado este resultado. De per si, as valências educativas e sociais não são superavitárias, conseguimos este superávit graças à cotização dos sócios, ao apoio dos sócios beneméritos e a outro tipo de apoios e às iniciativas de carácter associativo, como o arraial, a marcha infantil, e às de carácter cultural.

Em termos orçamentais o que pesa mais, a educação ou o apoio social?

A educação. No conjunto da actividade, a educação é determinante. Educação a partir da creche, uma vez que o Movimento da Escola Moderna se aplica desde os bebés até ao 2.º ciclo.

Consultando os documentos previsionais e as contas de gerência verifica-se que as receitas de A Voz do Operário estão significativamente dependentes de apoios do Estado. Num momento em que este tende a cortar nos apoios, nomeadamente nas áreas sociais, esta dependência não é preocupante?

É preocupante. Essa é uma das questões que temos vindo a salientar e alertar. Neste momento há três grandes entidades que, através de contratos-programa ou outros, prestam apoio à actividade da Instituição: o Ministério da Educação, a Segurança Social e a Câmara Municipal de Lisboa. Mas importa salientar que este apoio não é dado à Voz do Operário, este apoio é dado às famílias que têm as suas crianças a usufruir das valências da Sociedade. O que significa que, se por alguma razão, houver uma redução deste apoio, essa redução implicará que A Voz deixe de estar em condições de prestar o serviço que hoje presta e nas condições em que o faz. É evidente que a dependência é bastante grande, em termos globais é superior a 50% da receita, mesmo perto de 60%. Porém, se estes apoios deixarem de ser recebidos por A Voz, o ónus político será assacado às entidades que deixarem de o prestar.

Nem tal colocará em causa o futuro da Instituição.

De modo nenhum. A Voz do Operário fez 130 anos em 2013, está a caminho dos 131 e é uma instituição que de modo algum tem o seu futuro em causa. O que pode estar em causa são algumas das actividades que hoje desenvolve. A Voz do Operário é hoje uma instituição muito relevante, muito importante do sector social - somos uma grande empresa do sector social - e queremos que o nível de actividade que temos vindo a desenvolver, que é notório e é reconhecido, faça com que as entidades oficiais o tenham em atenção e não o ponham em causa. Aliás, num momento como o presente, tudo o que tem sido posto em causa pela política de direita que tem vindo a ser seguida, em que as pessoas ficam numa situação cada vez mais dependente, mais desprotegida e a sua autonomia é cada vez menor, instituições como A Voz do Operário são muito importantes. Bom seria que amanhã fosse a própria Voz do Operário a reconhecer que não havia razões para continuar com a sua actividade. Isso significaria que tínhamos uma sociedade de tal maneira desenvolvida que as famílias teriam meios públicos com qualidade para colocar as suas crianças; se isso acontecesse até se poderia justificar, e por boas razões, que A Voz descontinuasse as suas actividades. Isso seria muto bom, porque teríamos uma sociedade ideal.

A Voz do Operário é gerida como uma empresa?

A Voz é gerida como uma instituição. Ser gerida como uma empresa pode ter várias conotações. A minha perspectiva é que todas as instituições, todas as entidades, quer sejam privadas ou não, devem ser sempre geridas com objectivos estratégicos e, no caso, de A Voz o objectivo estratégico é a sua sustentabilidade o que passa por prosseguir com êxito aquilo que é o seu objectivo, e dentro disto, a questão financeira não é um fim - evidentemente sabemos que sem esse meio as instituições não podem sobreviver -, o fim é a prestação do serviço e a qualidade com que o faz. Cumprindo o seu objecto e tendo a garantia dos meios para a sua subsistência então está garantida a sua sustentabilidade. O objectivo de A Voz do Operário não é o lucro, é a sua sustentabilidade.

Biblioteca da Voz do Operário, com um espólio histórico de grande valor

Biblioteca da Voz do Operário, com um espólio histórico de grande valor

A Voz do Operário é uma instituição reconhecida que alcançou notoriedade, sobretudo, nas áreas da educação, do apoio social e da cultura. Esta notoriedade facilita a obtenção de apoios?

É evidente. A Voz do Operário é hoje uma instituição com notoriedade, não só pela sua história, como pela sua actividade, mas essa notoriedade não significa que seja uma instituição submissa ou que se verga aos ditames das entidades que a apoiam. A Voz do Operário, desde a sua génese, sempre foi uma instituição que honrou os seus compromissos, que pugnou pela sua dignidade. O facto de nunca se ter vergado ou submetido leva a que as entidades oficiais a respeitem. E isso é fundamental.

No salão decorrem inúmeras actividades, como exemplo um Festival de Tango

No salão decorrem inúmeras actividades, como exemplo um Festival de Tango

Há quem afirme que momentos de crise económica geram oportunidades. Um comentário.

No nosso caso, a envolvente é claramente uma envolvente negativa. A Voz, como todas as entidades, tem factores internos e factores externos e neste momento, os factores externos são negativos. Apesar de termos aumentado a actividade, tal só foi possível porque conseguimos responder a novos desafios, com condições para gerir novos equipamentos. Porém, como referi, mesmo sem estes, do ponto de vista dos resultados era muito provável que passassem a positivos, teríamos apenas uma actividade global menor. Mas a envolvente externa apresenta várias dificuldades. Desde logo, os níveis dos apoios que vinham a ter algum acréscimo, quanto mais não fosse de acordo com a inflação, de há uns anos a esta parte, esse acréscimo varreu-se. Isto cria dificuldades, porque se é certo que uma parte da actividade educativa é apoiada às famílias também é certo que há uma parte que são estas que suportam e esta envolvente tem criado muitas dificuldades às famílias e hoje temos situações de famílias com dificuldades em cumprir para com A Voz do Operário. É verdade que marginalmente pode haver alguma situação de arrastamento, isto é, pode haver pessoas que tenham as suas crianças em colégios particulares e que as dificuldades as tenham levado a tirar as crianças desses colégios e que não tenham querido dar o passo de as colocar no ensino público, optando por as colocar n'A Voz. Mas como disse são situações marginais.

À beira de completar 131 anos que projectos para o futuro existem?

A Voz do Operário surgiu no seguimento do seu jornal - A Voz do Operário -, porque não bastava um meio em que os operários dissessem a sua verdade, era importante que esses mesmos operários conseguissem lê-lo. Importa dizer que o jornal A Voz do Operário, que completou 134 anos, sempre manteve a sua publicação e é também um elemento de referência e de importância para a notoriedade de A Voz do Operário. São milhares de exemplares que todos os meses chegam às mãos dos associados e de muitos outros amigos da Instituição. Projectos? No dia 1 de Fevereiro encerrámos os 130 anos d'A Voz com um espectáculo do Paulo de Carvalho, nosso associado, no Coliseu dos Recreios. Entretanto, vamos comemorar os 131 anos, sabendo que o fazemos quando passam 40 anos sobre a Revolução de Abril. Será em torno do 40.º aniversário do 25 de Abril que o grosso da actividade de 1914 se vai desenvolver. Queremos tornar os ciclos de cinema numa iniciativa regular, queremos aprofundar a nossa actividade nas áreas da cultura, do associativismo e do desporto. Ainda em 2014, pretendemos transformar o imóvel que possuímos na Costa da Caparica e uma das hipóteses que temos em estudo é a de, em conjunto com a Liga dos Amigos dos Hospitais, criar um lar para a terceira idade. E há um novo equipamento que vamos começar a gerir provavelmente em Setembro, situado na Ajuda (Lisboa), e que resultou de um novo protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, decorrente de uma candidatura que fizemos e ficou classificada em primeiro lugar.

Nascida de um jornal

Custódio Gomes, operário tabaqueiro, indignado com a recusa de publicação pelos jornais dominantes de uma notícia sobre as condições de trabalho na indústria tabaqueira terá, segundo a tradição, afirmado: "soubesse eu escrever que não estava com demoras. Já há muito que tínhamos um jornal. Bem ou mal, o que lá se disser é o que é verdade. Amanhã reúne a nossa Associação, e hei-de propor que se publique um periódico, que nos defenda a todos, e mesmo aos companheiros de outras classes".

Este terá sido o início de uma história com quase 131 anos; no dia 11 de Outubro de 1879, pela mão de Custódio Braz Pacheco, também operário tabaqueiro, surgia o jornal A Voz do Operário.

Os magros salários auferidos na manufactura de tabaco, a par do analfabetismo da generalidade dos operários, obrigaram os fundadores do jornal A Voz do Operário a encontrar formas que garantissem a manutenção do título. E assim, a 13 de Fevereiro de 1883, nasceu a Sociedade Cooperativa A Voz do Operário em cujos estatutos se escrevia ser objecto da Sociedade "sustentar a publicação do periódico A Voz do Operário, órgão dos manipuladores de tabaco, desligado de qualquer partido ou grupo político".

Os mesmos estatutos indicavam que a Sociedade ia "estabelecer escolas, gabinetes de leitura, caixa económica e tudo quanto, em harmonia com a índole das sociedades desta natureza, e com as circunstâncias do cofre, possa concorrer para a instrução e bem estar da classe trabalhadora em geral e dos sócios em particular".

Informar e formar, eis a natureza e a génese de A Voz do Operário que, em 1989, adoptou a actual designação - Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário. Os actuais estatutos continuam a contemplar o jornal, a educação, o apoio social, a cultura, o desporto e o associativismo, como formas de contribuir para a formação e desenvolvimento das classes trabalhadoras e de "dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos".

A vertente educacional rapidamente se impôs na história da Instituição; em 1938, as escolas de A Voz do Operário eram frequentadas por 4.200 alunos e a Sociedade contava com cerca de 70 mil associados. A introdução da escolaridade obrigatória e o aumento do parque escolar público fizeram estes números decrescerem e obrigaram A Voz a procurar novas áreas de intervenção sem, no entanto, descurar aquelas que nortearam a sua fundação.

Com o fascismo a amputar o jornal, através da censura, a cercear a promoção e fruição cultural e a própria educação a ser sujeita às imposições pedagógicas da ditadura de Salazar e Caetano, A Voz do Operário sobrevive fruto da estreita ligação que mantém com proeminentes figuras da cultura portuguesa. A sua biblioteca social é disso exemplo; foi-lhe doado o valioso espólio da Universidade Popular Portuguesa fundada e dinamizada por, entre outros, Bento de Jesus Caraça.

N'A Voz diz-se que, com o 25 de Abril de 1974, a Sociedade "como que renasce": "a cultura volta a preencher os espaços da sede, através de espectáculos musicais, cinema, teatro, exposições de artes plásticas e dança. Incrementa-se a prática desportiva e alarga-se a acção social aos idosos, com a inauguração de um centro de convívio e, mais tarde, no apoio domiciliário a idosos e acamados. Surgem a creche e os jardins-de-infância como forma de apoio às famílias, mantém-se a publicação regular - agora mensal - do jornal, repõem-se os livros proibidos (e apreendidos pela polícia política) nas estantes da biblioteca, estende-se o ensino do 1.º ao 3.º ciclo, cria-se a Galeria João Hogan e, em 1987, a Marcha Infantil de A Voz do Operário".

Hoje, A Voz do Operário é tudo isto, mas também um pouco mais (ver entrevista) e continua a crescer. Com 131 anos, a Instituição permanece como espaço que privilegia a formação integral do indivíduo de todas as idades.

 

 

Movimento da Escola Moderna

Quando ensinar/aprender é sinónimo de cooperar

"O Movimento da Escola Moderna (MEM) surge a partir da actividade de seis professores que se constituíram, em Fevereiro de 1965, num Grupo de Trabalho de Promoção Pedagógica impulsionado pelos cursos de aperfeiçoamento profissional de professores que Rui Grácio promoveu e dirigiu no Sindicato Nacional de Professores. Esse grupo inicial analisava e reflectia sobre as suas práticas de ensino a partir de relatos apoiados nos trabalhos dos alunos, complementando essa actividade com a produção de instrumentos auxiliares do trabalho pedagógico e com a leitura e debate de textos promotores do seu desenvolvimento teórico. Estes três objectivos de formação e de construção da profissão foram adoptados pelo MEM quando, no ano seguinte, Rosalina Gomes de Almeida e Sérgio Niza assumiram, estrategicamente, no congresso francês da Escola Moderna, em Perpignan, a responsabilidade de integrar, com a discrição requerida pela vida sob ditadura, a Federação Internacional dos Movimentos de Escola Moderna (FIMEM). A intenção era conseguirem apoio para o projecto que haviam empreendido e a que se associou a experiência dos professores do Centro Infantil Helen Keller, a que ambos pertenciam e onde se utilizavam já as técnicas Freinet, introduzidas com o estímulo de Maria Amália Borges antes de partir para o Canadá em 1963.

O Movimento da Escola Moderna Portuguesa reorientou, desde os anos oitenta, o seu trabalho de formação cooperada e o respectivo modelo pedagógico de intervenção escolar para uma perspectiva cultural e comunicativa decorrente dos trabalhos de Vigotski e de Bruner, entre outros.

A experiência acumulada nos tempos de resistência, durante a ditadura, constituiu um ensaio e um investimento pedagógico inestimáveis para o que foi possível realizar ao longo das últimas décadas. Ao anteciparmos a organização democrática do trabalho nas escolas tornou-se mais determinante, em regime político-democrático após Abril de 74, fazer avançar uma alternativa de socialização democrática dos estudantes assente na organização e gestão cooperadas do trabalho curricular das turmas, entendidas pelo MEM como comunidades democráticas de aprendizagem". (in www.movimentoescolamoderna.pt)

Após a Revolução de Abril, as escolas de A Voz do Operário adoptaram o MEM como modelo de aprendizagem. Um modelo de ensino e aprendizagem alternativo em que a participação dos alunos assume uma importância determinante; reunidos no designado Conselho de Turma, discentes e docentes definem as regras de funcionamento da sala de aula e o projecto de trabalho.

No respeito pelas diferenças dos vários ritmos de aprendizagem, alunos e professores unem-se em torno de um objectivo comum. O importante é que todos os cumpram, independentemente das diferenças, e cabe ao professor fazer com que todos o cumpram. Para atingir o objectivo a estratégia passa pela cooperação. Numa frase: o MEM promove a aprendizagem de competências e saberes, o conhecimento, a cultura e, simultaneamente, forma para a cidadania activa, democrática e solidária.

Um modelo que Manuel Figueiredo, presidente da Direcção de A Voz do Operário, destaca como a peça central do ensino ministrado nos seis espaços educativos da Instituição, em todos os graus de ensino - "da creche ao 2.º ciclo" - e que se reflecte nos resultados: "os alunos de A Voz que são sujeitos a exames de fim de ciclo obtêm resultados superiores às médias nacionais".

 

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