Médio Oriente Há sinais de significativas alterações políticas
Nº 1726 - Inverno 2013
Publicado em Internacional por: Antonio Bica (autor)
Depois da Segunda Guerra Mundial e da constituição pela força em 1948 do Estado judaico de Israel, os EUA, que até 1945 olhavam com suspeita e algum desprezo os judeus, optaram por transformar Israel em testa de ponte militar no Médio Oriente para garantir o acesso ao petróleo da região em caso de alteração política nos Estados da Península da Arábia que o pusesse em causa.
Desde o fim da década de 1950 até recentemente a dependência dos EUA do petróleo e do gás natural do Médio Oriente tornou a defesa do acesso a ele vital para a economia americana, admitindo-se que isso só viria a ser alterado com o desenvolvimento da produção de energias alternativas às de origem fóssil, cujas tecnologias têm progredido, mas não tão aceleradamente quanto seria possível se os governos dos países tecnologicamente mais desenvolvidos, sobretudo os EUA, dessem maior apoio ao seu desenvolvimento.
A energia é e sempre foi a maior condicionante do progresso económico depois do desenvolvimento tecnológico. Por isso a contínua mineração dos fósseis energéticos (carvão mineral, petróleo e gás natural), desde o início da revolução industrial iniciada no século XVIII, levou a tornar cada vez mais onerosa a sua obtenção em consequência do esgotamento progressivo das jazidas de exploração a mais baixo custo.
Em consequência disso o preço do petróleo (que é o referente dos outros produtos energéticos) foi subindo no mercado até ter ultrapassado de modo estável os 100 dólares por barril (160 litros de petróleo) desde o início deste século.
A preço acima dos 100 dólares por barril as energias renováveis, que são as que têm origem próxima directa ou indirecta na radiação solar (electricidade fotovoltaica, electricidade eólica, hídrica, das ondas, das marés, combustível por conversão em álcool de açúcar de cana, de milho, de celulose e de gorduras) tornaram-se competitivas à medida que as tecnologias de produção foram melhorando. Por isso nos EUA a electricidade de origem eólica passou nas últimas décadas para 1,4% do total; a de origem solar para 0,3%; a energia com origem no açúcar e em gorduras para 4,5%. A soma da energia com origem renovável passou para 6,2% nos EUA, o que é muito pouco para ameaçar a posição dominante do petróleo, do gás natural e do carvão.
A razão desta lenta progressão das energias renováveis parece estar na influência política dos grandes interesses da indústria petrolífera e da produtora de automóveis movidos a petróleo, que têm dificultado o suficiente financiamento da investigação tecnológica correspondente.
Extracção do petróleo de rochas pérmicas
É conhecido há muito tempo que em camadas profundas das rochas do período geológico pérmico, formado há cerca de 200 milhões de anos, há grandes extensões de rochas de grão fino impregnadas de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural). A extracção do petróleo e do gás que as impregnam, apesar do preço do petróleo ter passado os 100 dólares por barril há mais de 10 anos, não se tornou económica por a tenologia usada para a extracção ser muito onerosa. Mas os interesses das indústrias petrolífera e de produção de automóveis movidos a derivados do petróleo, porque os EUA têm extensas jazidas de rochas pérmicas embebidas em hidrocarbonetos, influenciaram o seu governo para financiar fortemente a tecnologia de extracção de petróleo e gás a partir dessas rochas de modo à sua exploração ter custo económico menor.
Em consequência no fim da década de 1990 surgiu tecnologia que tornou o gás natural e o petróleo com origem nas rochas pérmicas de grande profundidade competitivo aos preços de mercado. Foi desde então possível abrir furos verticais até chegar às camadas rochosas profundas embebidas em hidrocarbonetos e perfurá-las horizontalmente por grandes distâncias. A extracção do petróleo e do gás dessas rochas é feita por injecção a alta pressão de mistura de água e produtos químicos, o que permite a separação e a recolha do petróleo e do gás natural, tendo elevados custos ambientais imediatos e potenciais a longo prazo.
Em consequência da crescente exploração de petróleo e de gás natural no subsolo profundo dos EUA com o uso das novas tecnologias, a prevista importação norte-americana de gás natural de 71 mil milhões de metros cúbicos (m3) em 2011 e de 142 mil milhões de m3 em 2015, deu lugar a produção excedentária de gás que passou de 2006 a 2012 para 708 mil milhões de m3, baixando o seu preço 50%. E a importação de petróleo que se previa passar de 12,5 milhões de barris por dia em 2005 para 15 milhões de barris por dia em 2025, reduziu-se para 7,5 milhões de barris por dia em 2013, sendo parte significativa desse petróleo reexportado sob a forma de derivados (gasolina, gasóleo e outros). Assim a possibilidade de extrair das rochas pérmicas profundas petróleo e gás natural a preços actualmente competitivos (com o preço acima de 100 dólares por barril) alterou o mercado do petróleo.
A Agência Internacional de Energia, considerando os factos referidos, estima que em 2035 os EUA poderão ser auto-suficientes em energia, dado que as reservas de petróleo em rochas pérmicas profundas nos EUA são grandes, estando em 2013 estimadas em mais de 20 mil milhões de barris de petróleo, dos quais 15,4 mil milhões na Califórnia e 7,4 mil milhões no Dakota do Norte.
Este desenvolvimento da extracção de petróleo de rochas pérmicas nos EUA levou ao cancelamento da construção através do país do chamado Keystone XL pipeline previsto para importar petróleo com origem semelhante das grandes reservas em exploração no Canadá, para o que contribuiu a forte contestação do projecto pelo movimento ambientalista.
Mas a extracção de petróleo e de gás das rochas pérmicas profundas tem consequências nefastas no ambiente. A injecção de enormes quantidades de água misturada com produtos químicos complexos para fazer a extracção do petróleo e do gás ameaça de poluição irreversível as águas subterrâneas à medida que o seu nível vier a subir. Por outro lado, essas jazidas de hidrocarbonetos esgotam-se em poucos anos se continuarem a ser exploradas com a actual intensidade.
Produção de energia de fontes renováveis e redução do seu consumo
Por essas razões e para garantir no futuro a auto-suficiência energética não está a ser descurada a produção de energia de origem renovável, avançando, embora insuficientemente, o correspondente desenvolvimento tecnológico.
Foi recentemente anunciada a produção de torres eólicas com capacidade de seis megawatts; a produção de painéis fotovoltaicos tem custos cada vez mais baixos, descendo o seu custo de cerca de 76 dólares por watt em 1977 para um dólar por watt em 2013; no deserto do Mojave (Califórnia) está em construção uma central solar de 377 megawatts movida a vapor de água produzido por concentração de raios solares por sistema de espelhos e outras se podem seguir (na Andaluzia existe há alguns anos uma com tecnologia semelhante); entrou em produção nos EUA a primeira central produtora de álcool para uso em motores de combustão a partir de celulose de subprodutos de madeira e de palha. Essa produção até agora só era feita de cereais e de açúcar de cana cujo custo de produção é grande.
Por outro lado o uso da energia está a tornar-se cada vez mais eficiente. Nos EUA até à crise do comércio internacional de petróleo decorrente da guerra entre Israel e o Egipto em 1973 o consumo médio de um automóvel por cada 100 km era de 20 litros. Actualmente é de 6,7 litros por 100 km, prevendo-se passar para 4,4 litros em 2025.
O desenvolvimento de novas tecnologias de produção de energia e de redução progressiva do seu consumo por aumento da eficiência da utilização e progressiva generalização de cultura de contenção do consumo, nomeadamente por consciencialização da necessidade de manter os equilíbrios ambientais, estão a abrir caminho para em prazo não excessivamente longo cada país poder vir a ser energeticamente independente. Reflectindo esse objectivo o actual presidente dos EUA, Barack Obama, em discurso recente afirmou: "Estamos finalmente determinados a controlar o nosso futuro energético."
Não se perspectiva aqui a produção de energia com base na fusão de hidrogénio no âmbito do chamado projecto ITER, que está, em fase experimental no sul de França (Provença), a ser feita pelos principais espaços económicos do mundo, entre eles a Europa, os EUA, a China, o Japão e a Rússia, embora em 2020 a sua produção industrial se possa mostrar tecnologicamente viável. Se isso se conseguir, dada a grande produtividade energética dessa tecnologia, a ilimitada disponibilidade de hidrogénio e o facto de ser processo pouco poluente, poderá passar a dispor-se quase ilimitadamente de energia a baixo custo económico e ambiental. É também de ter em conta a possibilidade de produção de óleo a partir de microalgas verdes se a correspondente tecnologia vier a ser suficientemente dominada.
Na capacidade humana para produzir suficiente energia assenta o futuro desenvolvimento económico, de que depende, como sempre dependeu (juntamente com o desenvolvimento tecnológico), o avanço social e o cultural. Actualmente a produção de energia tem base sobretudo no uso de carbono fóssil (carvão mineral, gás natural e petróleo), cujas reservas inevitavelmente se esgotarão se continuarem a ser exploradas ao ritmo actual. Por outro lado, o consumo de energia é cada vez maior, o que, combinado com a progressiva e cada vez mais acelerada destruição das florestas em quase toda a Terra (que se iniciou com o começo da agricultura e da pecuária há cerca de 10.000 anos), está a fazer aumentar as quantidades de dióxido de carbono, de óxidos de azoto e de enxofre despejados na atmosfera. Esse aumento está a chegar a níveis que poderão conduzir a cada vez maiores catástrofes climáticas, a excessivo aumento do nível da água do mar e a imprevisíveis alterações climáticas com risco de grandes áreas em muitos países se tornarem inabitáveis, como as recentes catástrofes climáticas por todo o mundo parecem indiciar, nomeadamente o tufão de Novembro de 2013 nas Filipinas com ventos de mais de 300 quilómetros por hora, que destruiu cerca de 80% das habitações e matou milhares de habitantes e o pouco posterior ciclone na Sardenha.
Os grandes interesses da indústria petrolífera e de construção de automóveis movidos a derivados de petróleo têm vindo a pressionar os governos dos países mais industrializados para não tomarem medidas que contribuam para reduzir significativamente o dióxido de carbono na atmosfera, usando os grandes meios de comunicação social (televisões, rádios, jornais e revistas, edição de livros). Esses interesses não hesitam em ganhar para a sua causa a opinião aparentemente não isenta de alguns cientistas, embora cada vez em menor número, no esforço de convencer a opinião pública de não haver riscos ambientais preocupantes.
Alterações tecnológicas e política internacional
Projecto ITER, com base na fusão de hidrogénio, em fase experimental no sul de frança (Provença), e financiado por vários países entre eles a União Europeia, os EUA, a China, o Japão e a Rússia
O grande incremento da produção de petróleo e de gás natural com origem em rochas pérmicas profundas e o progressivo desenvolvimento da produção de energias renováveis em muitos países estão a repercutir na política internacional.
A Arábia Saudita, governada pelos monarcas autocratas da casa Saude desde a queda do império otomano no fim da Primeira Grande Guerra (1914/1918), procurou em 2013 influenciar os membros da ONU para ser eleita membro do seu Conselho de Segurança. Depois de assegurar essa eleição veio a rejeitá-la em Outubro de 2013.
A rejeição terá resultado principalmente do abandono pelos EUA da decisão de repetir na Síria o que fizeram, juntamente com diversos países da União Europeia, na Líbia: servir de artilharia aérea dos que combatem o regime financiados por fundos sauditas e dos emiratos do Golfo Pérsico, na sua maioria liderados por combatentes doutrinados e organizados em mesquitas e madraças por pregadores fundamentalistas islâmicos wabitas originários da Arábia Saudita. E também da recente decisão dos EUA de não rejeitar a iniciativa do presidente do Irão de iniciar contactos para pôr fim às sanções decretadas pela ONU contra o país, o que levou a sessões de conferência em Genebra concluídas com êxito em 24 de Novembro de 2013.
A imprensa americana, nomeadamente a revista Time de 11 de Novembro de 2013, comenta as razões: Para estas decisões do governo dos EUA e outras interpretadas como menos amigáveis pelo rei saudita terá pesado a cada vez menor dependência norte-americana do petróleo com origem no Golfo Pérsico com perspectiva de a prazo deixarem de precisar dele. Mas não refere a revista que ambas as questões estão a preocupar, além da Arábia Saudita, também o Estado judaico de Israel. As reacções mais negativas ao êxito das sessões de conferência de Genebra sobre o enriquecimento de urânio pelo Irão foram de Israel e da Arábia Saudita, apesar da vergonhosa opressão quotidiana que os judeus do Estado de Israel exercem diariamente sobre a população palestiniana que a casa real Saude afirma apoiar.
Por outro lado os EUA não terão esquecido que o ataque às torres de Nova Iorque em 11 de Setembro de 2001 foi ordenado por um rico e influente cidadão saudita (Bin Laden) e os comandos operacionais que o executaram eram quase todos originários desse país. Também não terão olvidado que a Arábia Saudita, desde há cerca de 60 anos, tem vindo a fomentar e financiar a construção de mesquitas e de madraças a elas associadas dirigidas por clérigos islâmicos sauditas wabitas pregadores de radicalismo religioso intolerante e formadores de jovens combatentes fanáticos dispostos a combater até ao auto-sacrifício, incluindo em países europeus, da América do Norte e asiáticos.
Militares americanos vigiam e ocupam os complexos petrolíferos no Iraque
O governo dos EUA parece começar a estar consciente disso. Julian Assange libertou informação secreta da então secretária de Estado Hillary Clinton para o seu governo a qualificar a Arábia Saudita como principal origem de financiamento dessas acções sem o seu governo ter tomado medidas significativas para impedir que os fundos para isso chegassem às mãos dos talibãs e de outros grupos islâmicos wabitas.
Durante a guerra dos EUA no Iraque, o apoio aos combatentes sunitas (contra as tropas americanas e a maioritária população iraquiana xiita) teve origem saudita. Tem a mesma origem o apoio às actuais acções de bombistas contra a população iraquiana xiita no Iraque. Na guerra civil na Líbia o mesmo aconteceu. Também nas repúblicas russas do norte do Cáucaso e na Bósnia participaram nas guerras civis combatentes islâmicos fundamentalistas em número significativo. Recentemente, na região do Sahel (norte de África), grupos de combatentes semelhantes, com os mesmos fins, tentaram derrubar o governo do Mali e pouco depois atacaram instalações de extracção de petróleo na Argélia; e no norte da Nigéria têm atacado repetidamente serviços do governo e as populações não islâmicas.
O apoio saudita aos combatentes da Al-Qaeda na Síria, como no Iraque, visa o domínio do islamismo sunita wabita nesses países e não a criação de regimes políticos democráticos respeitadores dos direitos humanos, que no reino saudita, além de não ser admitida qualquer religião não islâmica, é feita repressão sistemática dos muçulmanos xiitas do país. Em Março de 2012 o Grande Mufti (autoridade religiosa) da Arábia Saudita proclamou fatwa (directiva religiosa islâmica) para destruição das igrejas na península arábica. No mesmo mês a monarquia saudita mandou tropas para reprimir no Bahrein (emirato da península arábica no Golfo Pérsico) as manifestações da sua população xiita, que corresponde a 80%, que reclamava a democratização do país contra o autocrático monarca sunita.
Soldados israelitas conduzem prisioneiros palestinianos numa prisão de Israel
Repercussões no Estado judaico de Israel
Para além das referidas consequências na política dos EUA em relação à Arábia Saudita ela poderá repercutir-se nas condições de permanência do Estado judaico de Israel na terra da Palestina. Essa permanência tem sido assegurada pelos EUA por ser a sua testa de ponte militar para defesa dos interesses da economia capitalista global liderada pelos EUA no acesso ao petróleo do Médio Oriente, o que aconteceu pouco depois do reconhecimento do Estado de Israel pela ONU. É por essa razão que os EUA têm vindo a apoiar desde então económica, militar e diplomaticamente o Estado de Israel. Esse apoio sempre tem sido dado ao Estado judaico de Israel apesar das suas sistemáticas violações dos direitos humanos e do direito internacional contra o povo palestiniano, cuja religião é islâmica sunita. Em consequência disso os EUA têm pago enorme preço em prestígio político, mais do que financeiro, em todo o mundo e mais entre a população de religião islâmica. Não há pessoa, com algum conhecimento das constantes humilhações judaicas sobre os palestinianos e das constantes e injustas acções de expulsão deles das terras que cultivam e das casas em que vivem para as entregar a judeus religiosos fundamentalistas, que não se indigne com elas.
O regime do deposto xá da Pérsia foi, no fim da década de 1970, deposto pelo povo iraniano, que segue maioritariamente a religião xiita, com a liderança das chefias religiosas xiitas. Essa tomada do poder no Irão enfureceu o governo dos EUA, porque retirou às suas grandes companhias petrolíferas o controle do petróleo do país e humilhou o seu enorme poder militar, que pouco antes fora derrotado no Vietname, com a detenção em Teerão por mais de um ano de todo o seu pessoal diplomático, incluindo numerosos agentes da CIA.
Barack Obama com o rei Abdul Aziz Al-Saud durante uma visita à Arábia Saudita
O governo iraniano saído dessa revolução passou então a ser hostilizado pelo rei da Arábia Saudita (cujo povo é quase todo sunita) por razões religiosas e por imposição norte-americana. Isso determinou o novo governo do Irão a defender a justa causa palestiniana contra o opressor Estado judaico de Israel, apesar de os palestinianos serem quase todos sunitas. Desse modo, o novo governo do Irão procurou ganhar apoio popular entre a numerosa população islâmica sunita em todo o mundo e os governos dos seus países.
É por essas razões que o governo do Estado judaico de Israel e o dos EUA determinadamente têm procurado diabolizar o Irão junto da opinião pública internacional e dos governos da generalidade dos países do mundo sob pretexto de querer construir armamento atómico, apesar das suas repetidas afirmações de apenas querer usar a tecnologia atómica nos termos do seu direito reconhecido pela normas internacionais para uso em fins civis de produção de energia eléctrica e noutras aplicações pacíficas, nomeadamente médicas. Mas, tal como o governo do presidente norte-americano Bush fez para justificar em 2003 a agressão militar contra o Iraque, então governado por Sadam Hussein, afirmam que não aceitam ser essa a sua intenção enquanto o governo iraniano não provar que o seu programa nuclear não se destina a fins militares. Como a prova de o governo iraniano não ter essa intenção é de facto negativo sendo por isso impossível de fazer, insistiam os EUA até ao dia 24 de Novembro de 2013 no desmantelamento de toda a sua actividade no domínio da energia nuclear, tal como fez o presidente Bush em relação ao Iraque para justificar a agressão militar contra esse país contra o direito internacional.
Quando a energia de origem fóssil tiver preço de produção estavelmente superior ao da energia de origem renovável, o que se prevê, como resulta do acima referido, acontecerá em prazo não muito longo, sobretudo se o ITER (Reactor Experimental Termonuclear Internacional) no sul de França entrar em pleno funcionamento, os EUA deixarão de ter interesse económico, consequentemente político e militar, em apoiar os Estados sunitas fundamentalistas produtores de petróleo do Gofo Pérsico e defender o Estado judaico de Israel. Quando isso acontecer o Estado judaico, criado artificialmente pela violência genocida em 1948, poderá perder condições de subsistência. Não pode deixar de se ter em conta que o Estado cristão dos cruzados que existiu na terra da Palestina entre o fim do século XI e os finais do século XIII chegou ao seu fim quando o balanço entre os custos com a sua defesa para os Estados europeus e o interesse em mantê-lo passou a ser negativo.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry com conversações com governantes do Irão em finais de 2013
