Factos & Documentos

Nº 1736 - Verão 2016
Publicado em Factos e Documentos por: Revista Seara Nova (autor)

Aquela coisa

“Desde há muitos anos que percebemos que a UE é daquelas coisas que nem precisa de um grande empurrão para cair ribanceira abaixo. Os seus líderes têm-se mostrado completamente eficazes para esse efeito”.

Manuel Loff

Público, 25 de Junho de 2016

 

Medalhas

“O «banco do mundo» para onde vai agora Durão Barroso, ou a «firma» como também é desdenhosamente apelidado, tem, entre outras medalhas na lapela, a responsabilidade de ter ajudado a maquilhar, durante anos, as contas públicas da Grécia”.

Pedro Ivo Carvalho

Jornal de Notícias, 10 de Julho de 2016

 

Ah, pois sabe

“O Goldman Sachs contrata sempre ex-comissários europeus ou ex-governadores de bancos centrais. Contratar o antigo presidente da Comissão Europeia é um golpe fantástico para eles, tão bom como ter Mario Draghi [antigo administrador do banco] como presidente do BCE. Barroso pode não ter sido um presidente brilhante da Comissão Europeia. (…) Barroso foi presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014 e nesse período nomeou pessoas, como diretores disto e diretores daquilo. Ele sabe exatamente o que está a passar-se na Comissão”.

Marc Roche, autor de O Banco – como Goldman Sachs dirige o mundo

i, 18 de Julho de 2016

 

Inimaginável

“Imaginem que o jornal online Observador, em vez de ser um órgão de propaganda da direita neoliberal, criado e financiado por empresários conservadores empenhados em impor na esfera política e em defender no espaço público uma agenda de privatização de serviços públicos, desregulação económica, liberalização do mercado de trabalho, destruição de direitos sociais e demonização do Estado, fosse um projecto criado e financiado por pessoas ligadas à esquerda, empenhadas em difundir um ideário de combate às desigualdades e à injustiça social e em noticiar a actualidade a partir de um ponto de vista socialmente empenhado e intelectualmente independente dos poderes vigentes. É evidente que, nessas circunstâncias, não veríamos um elemento do Observador a ocupar um lugar cativo nos painéis de comentadores da RTP”.

José Vítor Malheiros

Público, 23 de Agosto de 2016

 

Dogma, crença, religião

“É uma evidência que o euro é uma moeda sobrevalorizada, que constitui um poderoso obstáculo ao desenvolvimento e contribui para a desindustrialização. É, claramente, uma moeda inadaptada e condenada. (…) O euro tornou-se um dogma, uma crença, uma espécie de religião, sobretudo para todos quantos fizeram as suas carreiras políticas à custa da adesão ao euro – enganando-se e enganando populações inteiras”.

Alfredo Barroso

Público, 3 de Setembro de 2016

 

Também se diz “fala-barato”

“O que se passa é que o Presidente [da República] está a falar demais. A falar demais, a falar demais em todos os sentidos, a falar do que não deve, e a falar onde não deve. E o efeito é muito pernicioso, em primeiro lugar, para si, visto que banaliza a sua palavra, e, sendo hoje tacticamente bom para o Governo, a prazo será mau e, em segundo lugar, é muitas vezes um abuso dos seus próprios poderes no limite da inconstitucionalidade ainda verbal e virtual, mas, mesmo assim, tratando-se da palavra do Presidente, ela terá consequências disfuncionais”.

Pacheco Pereira

Público, 3 de Setembro de 2016

 

A orquestra da campanha contra Portugal

“De acordo com a agência Bloomberg, Wolfgang Schauble afirmou hoje, numa conferência em Berlim, que Portugal está a pedir «um novo programa» e que «vai consegui-lo». Depois, o governante alemão corrigiu aos jornalistas as suas declarações: «Os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias», precisou. «Eles têm de cumprir as regras europeias ou então vão ter dificuldades», disse o ministro das Finanças alemão”.

Jornal de Negócios

29 de Junho de 2016

 

“Wolfgang Schäuble foi notícia esta quarta-feira com uma declaração — entretanto «clarificada» — de que Portugal estaria na iminência de pedir um novo resgate. O ministro alemão não deu mais detalhes e, mais tarde, indicou que apenas queria dizer que Portugal «teria de cumprir as regras» para evitar um novo resgate, dada a sua fraca «resiliência» nos mercados financeiros.

Observador

29 de Junho de 2016

 

“A Comissão Europeia não vai avançar com sanções contra Portugal e Espanha… para já. Apesar de a decisão não estar completamente fechada — só depois da reunião do colégio de comissários na terça-feira –, a proposta passa por dar mais três semanas aos dois países para avançar com medidas para corrigir os seus défices, e assim evitar sanções”.

Observador

3 de Julho de 2016

 

“O sistema bancário europeu, «em particular a banca italiana e portuguesa», representa um risco global que se tornou «mais saliente» nos últimos tempos, assinala o Fundo Monetário Internacional, na atualização de verão ao panorama (Outlook) económico mundial, divulgada nesta terça-feira a partir de Washington. A referência a Itália não surpreende, dada a grande dimensão da banca do país; já a menção a Portugal é inédita neste tipo de atualização ao outlook. E surpreende, tendo em conta o tamanho do sector. Claro que a análise do FMI é feita na perspetiva de que os bancos estão todos interligados e que há riscos de contágio além fronteiras, inclusive ao nível da confiança no sistema”.

Dinheiro Vivo

19 de Julho de 2016

 

“A CE decidiu recomendar a suspensão da multa a Portugal e apresentará posteriormente uma proposta sobre a suspensão de fundos, anunciou o vice-presidente Valdis Dombrovskis, em Bruxelas”.

Jornal de Negócios

27 de Julho de 2016

 

“O Ecofin (Conselho dos ministros das Finanças da União Europeia) aceitou não impor qualquer multa a Portugal e Espanha, depois de os dois países terem falhado as metas europeias de redução de défice excessivo, e definiu novos prazos para a correção do défice. «O Conselho concordou em não impor sanções a Portugal e Espanha, por terem falhado na tomada de ações efetivas para corrigir os seus défices excessivos. [O Conselho] também reforçou o Procedimento por Défices Excessivos para os dois países, definindo novos prazos para a correção dos défices e dando notícia das medidas a tomar», lê-se num comunicado divulgado esta terça-feira e que confirma a decisão anteriormente tomada pela Comissão Europeia”.

Expresso

9 de Agosto de 2016

 

“A DBRS vai rever a nota dada a Portugal em outubro, precisamente uma semana depois de Portugal ter de apresentar à Comissão Europeia uma lista com as medidas tomadas para corrigir a trajetória orçamental e garantir que sai da situação de défice excessivo este ano”.

Observador

16 de Agosto de 2016

 

O facto de a União Europeia não ter aplicado sanções a Portugal põe em causa a credibilidade da própria união monetária, considera o novo ministro das Finanças da Finlândia, Petteri Orpo. Numa entrevista publicada esta segunda-feira pela Reuters, o novo ministro lamentou o facto de Portugal não ter sofrido sanções mas disse que a União fez bem em não as aplicar a Espanha. «A Espanha não tem Governo, por isso qualquer acção contra uma Espanha sem uma administração responsável talvez não fosse muito sensata. Mas Portugal tem Governo, por isso acho que seria necessário, de acordo com o Pacto de Estabilidade e Crescimento, exigir medidas que equilibrem as finanças públicas», diz o ministro”.

Rádio Renascença

12 de Setembro de 2016

 

“A suspensão parcial de compromissos de fundos comunitários de 2017 a Portugal e Espanha tem segunda-feira mais um episódio importante: um diálogo de duas horas entre os deputados do Parlamento Europeu e a Comissão Europeia sobre esta penalização aos dois países por terem falhado metas orçamentais entre 2012 e 2015. Trata-se do último passo antes da proposta da Comissão Europeia, a qual poderá adiar um máximo de 900 milhões de euros, escreveu a agência Lusa. Um documento interno da Comissão Europeia divulgado sexta-feira pelo Político – que prepara a visita ao Parlamento do vice-presidente Jyrki Katainen, e a comissária Corina Cretu, responsável pela política regional – aponta a decisão para meados de Novembro, e tenta desvalorizar o tema”.

Jornal de Negócios

30 de Setembro de 2016

 

No encontro com eurodeputados, previsto para dia 3 de outubro, a Comissão Europeia vai insistir que «está legalmente obrigada a propor ao Conselho a suspensão de parte» dos fundos europeus a Portugal e Espanha. O documento técnico e preliminar, filtrado para o Politico.eu, deixa pouca margem de manobra para o castigo ao País ser zero – pela indisciplina das contas públicas –, mas inclui uma versão suave e gradual para o congelamento dos fundos estruturais ficar «abaixo do máximo» estabelecido pela lei.

Visão

30 de Setembro de 2016

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