Trump na comunicação social portuguesa

Nº 1737 - Out/Inv 2016
Publicado em Internacional por: Revista Seara Nova (autor)

O narcisismo maligno pode estar a dar cabo do mundo?

i, 1 de Fevereiro de 2017

 

Xenófobo, racista, machista, maligno

i, 1 de Fevereiro de 2017

 

I’M BIG, IT’S TRUE. YOU’LL LOVE IT

Os narcisistas malignos são uma versão mais perigosa dos narcisistas comuns. Podem ser cruéis e xenófobos, vivem dentro da sua “grandiosidade”, retiram-se da realidade. Trump é apontado como um narcisista maligno.

Marta F. Reis e Félix Ribeiro

i, 1 de Fevereiro de 2017


O narcisismo maligno de Trump

O egocentrismo e a impulsividade do presidente norte-americano a ser questionados pela comunidade médica, que até já recuperou um conceito teórico dos anos 60 para o descrever. Hillary defendeu em campanha que Donald Trump tinha um temperamento impróprio para o cargo. Será mais do que isso?

Os narcisistas têm um brilho peculiar nos olhos, um sorriso, escreveu em 1964 o psiquiatra Erich Fromm.

Os narcisistas malignos, casos extremos, não têm de estar ligados a nada nem a ninguém. São, por isso, mais perigosos.

Marta F. Reis

i, 1 de Fevereiro de 2017

 

EUA. A desordem é o novo normal

O presidente acusou a procuradora-geral de estar a traí-lo e despediu-a minutos depois de ela se recusar a defender a sua ordem sobre a imigração. Começam a surgir fendas republicanas.

Félix Ribeiro

i, 1 de Fevereiro de 2017

 

O cumpridor de promessas

Ataque Trump começou a governar ao estilo da sua campanha. Irrita gente dentro e fora de portas menos os sindicatos e os empresários

Taxar a importação de produtos mexicanos para pagar um muro significa transferir esse custo para os consumidores dos EUA

Ricardo Lourenço

Expresso, 28 de Janeiro de 2017

 

Um blitzkrieg anunciado

Havia a ideia de que Trump, uma vez chegado à Casa Branca, sofreria um banho de realidade, moderando a retórica e a forma de governar. Tal como o discurso de investidura já sugeria, isso não aconteceu e o novo Presidente empenha-se em tentar concretizar o essencial das suas promessas nos primeiros dias. Até agora, repisou a questão do muro com o México, congelou vistos para pessoas vindas de alguns países do Médio Oriente, denunciou os acordos comerciais com os vizinhos (NAFTA) e com os Estados amigos do Pacífico, propôs-se apoiar a revitalização da velha indústria do aço à custa de medidas protecionistas e decretou o fim do sistema de saúde criado por Obama. Até agora, só não mexeu no espinhoso dossiê do acordo nuclear com o Irão. Ora, este tipo de governo por decreto presidencial, rodeado ainda por cima de um ambiente de revanchismo e de frenesim tem, entre outros, um problema: à medidas, nomeadamente as que impliquem gasto de fundos públicos, que têm de ir ao congresso e neste, apesar da maioria conservadora nas duas câmaras (mais apertada no Senado), os tempos de funcionamento e a burocracia inerente não se compadecem com esta espécie de guerra relâmpago que Trump está a lançar. Num momento em que os tweets presidenciais perdem importância perante a actividade governativa corrente, não deixa de valer a pena registar a declaração extraordinária sobre a legitimidade da tortura para combater o terrorismo… Mesmo que seja preciso fazê-lo fora de território americano, onde as leis básicas dificultam práticas dignas dos mais sinistros regimes.

R.C.

Expresso, 28 de Janeiro de 2017

 

Trump define mudança nos EUA com nomeação para Supremo

Conflito. Democratas abrem guerra contra a escolha de presidente republicano e atrasam confirmação de membros da administração.

Abel Coelho de Morais

Diário de Notícias, 1 de Fevereiro de 2017

 

Nova Guerra Fria pode surgir no mar do Sul da China

Crise. 25 anos após o fim da Guerra Fria, por muito que Trump e Putin queiram aproximar-se, os analistas ouvidos pelo DN estão convencidos de que a relação irá correr mal.

José Fialho Gouveia

Diário de Notícias, 1 de Fevereiro de 2017

 

América Hoje

A ameaça do contágio

Como se vai repercutir a vitória de Donald Trump na cena política europeia? Esquerdas e direitas deverão “imaginar o inimaginável”, como ver Marine Le Pen vencer as presidenciais francesas ou Beppe Grillo dominar a política italiana. É improvável, mas…

Disse o embaixador francês em Washington: “É um mundo que se desmorona sob os nossos olhos”

Jorge Almeida Fernandes

Público, 13 de Novembro de 2016

 

América Hoje

White trash ou a pobreza enquanto tradição americana

Brancos, pobres, sem instrução, vivem em comunidades economicamente decadentes e lembram a verdade incómoda: a pobreza é tão antiga na América como a própria América. Depois do racismo, a discussão transfere-se para a questão de classe em dois livros reveladores de que há uma história por contar

Isabel Lucas em Nova Iorque

Público, 13 de Novembro de 2016

 

Donald Trump entrega justiça e segurança à direita mais radical

Escolhas do presidente eleito para procurador-geral, director da CIA e conselheiro de segurança nacional são conhecidos por posições duras sobre imigração e combate ao terrorismo.

Ana Fonseca Pereira

Público, 19 de Novembro de 2016

 

Genro a caminho da Administração

João Ruela Ribeiro

Público, 19 de Novembro de 2016

 

Trump abriu a toca aos guerreiros arianos

A América onde é possível um político rejubilar perante um insulto como Michelle Obama ser um “macaco de saltos altos” estava a emergir há 20 anos. O flirt envergonhado de Trump com os supremacistas brancos foi a ajuda que faltava.

A retórica de Trump criou um ambiente permissivo que fez com que, debaixo do mesmo telhado, se sentissem bem os supremacistas brancos com a sua retórica tóxica e violenta.

Bárbara Reis

Público, 19 de Novembro de 2016

 

Trump quer fechar os EUA aos muçulmanos mesmo contra a lei

Dezenas de pessoas foram impedidas de viajar para os Estados Unidos depois de Trump ter proibido a entrada a cidadãos de sete países. Acolhimento de refugiados também está suspenso.

A Lei da Imigração e da Nacionalidade, aprovada pelo Congresso em 1965, proíbe qualquer descriminação baseada num país de origem ou na religião.

João Ruela Ribeiro

Público, 29 de Janeiro de 2017

 

Líderes europeus contra fecho de fronteiras nos EUA

Ana Dias Cordeiro

Público, 30 de Janeiro de 2017

 

“A rainha de Inglaterra fez de mim um cavaleiro, Trump fez de mim um estrangeiro em situação ilegal” – Mo Farah (Campeão Olímpico dos 5 e 10 mil metros

Público,30 de Janeiro de 2017

 

Como os EUA vão ter mais inimigos do que nunca (ou a história de Mustafa)

Mal a ordem de Trump correu mundo, Mustafa viu a raiva crescer à sua volta, entre Síria e Iraque: “As pessoas já odeiam a política americana, assim vão odiar muito mais. Os EUA terão mais inimigos do que nunca”.

Alexandra Lucas Coelho

Público, 30 de Janeiro de 2017

 

Proibição de Trump une mundo contra Washington

Líderes mundiais criticaram duramente a medida “mal-intencionada” do novo Presidente. Posição dos EUA no Médio Oriente pode ficar ameaçada e despertar radicalismo.

João Ruela Ribeiro

Público, 31 de Janeiro de 2017

 

Sírios devolvidos a Damasco após espera de 13 anos para ir viver nos EUA

Cientistas impedidos de iniciar bolsas ou sem saber quando voltam a ver a sua casa. Sírios cristãos tiveram imenso azar de voar a 27 de Janeiro.

Quando um segundo tribunal congelou a proibição de Trump, tinha sido negada a entrada a 109 pessoas, diz o Departamento de Segurança Interna. Segundo ONG, chegaram a estar detidas 200 pessoas em aeroportos.

Sofia Lorena

Público, 31 de Janeiro de 2017

 

Acções de Trump arriscam enfraquecer defesa dos EUA contra terrorismo

Actuais e antigos responsáveis alertam que proibição de entrada de cidadãos de países muçulmanos pode danificar alianças estratégicas, servindo para alimentar propaganda jihadista.

Greg Miller e Missy Ryan

Público, 31 de Janeiro de 2017

 

A Fundação Champalimaud ofereceu-se ontem para receber em Portugal membros da comunidade científica a trabalhar nos EUA e que sejam impedidos de entrar naquele país.

João Pedro Pereira

Público, 31 de Janeiro de 2017

 

Trump não vai tolerar “traições” a quem não seguir a sua linha

O despedimento da procuradora-geral e o aviso deixado aos funcionários “rebeldes” da Administração mostram que o Presidente não espera lidar com nenhum nível de oposição interna.

João Ruela Ribeiro

Público, 1 de Fevereiro de 2017

 

“A América é uma nação de imigrantes e consideramos isto não-americano” – Bruce Sprigsteen (Músico)

Público, 1 de Fevereiro de 2017

 

Jeff Session, o padrinho

Durante 20 anos, o senador batalhou sozinho contra o comércio livre, as alianças e a imigração de não brancos.

Jared Kushner, o genro e conselheiro do Presidente considera Session um sábio.

“Sessions esteve na vanguarda do movimento pró-América durante anos. É o facilitador da política e da filosofia da Administração.” – Steve Bannon (Estratega da Casa Branca e conselheiro para a Segurança Nacional”

Robert Costa e Philip Rucker

Público, 1 de Fevereiro de 2017

 

Falemos da América, não de Trump

Não libertemos os EUA das suas responsabilidades por um voyeurisme divertido sobre a figura patética que os americanos escolheram.

Para a Europa, a nova agenda americana, para além dos abalos da NATO, apresenta-se quase hostil.

Francisco Seixas da Costa

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